Aqui no estado de São Paulo não se fala em outra coisa: Sacolas Plásticas. Em praticamente todos os jornais há um espaço, ou na TV, pelo menos alguns minutos reservados ao assunto.
E no meio de todo esse falatório me vem a cabeça uma história interessante sobre supermercados.
Até meados da década de 70, aqui no Brasil, o que se tinha mais era os armazéns, onde a dona-de-casa encostava o umbigo no balcão, pedia o que precisava, o dono ia pegando tudo nas prateleiras e anotava no caderninho e o cliente pagava tudo no final do mês. Durante séculos esse foi o sistema básico de comercio.
A partir da década de 30, nos EUA, surgiu o conceito de autosserviço: A novidade era que a dona-de-casa não precisava mais pedir a ninguém, ela mesma pegava o que precisava nas prateleiras e pagava na saída. A ideia era gerar o consumismo, fazendo com que as pessoas comprassem além do que precisavam, a famosa “compra por impulso”.
A ideia era boa, mas durante quase toda a década foi um fracasso. Os clientes continuavam a comprar nas lojas de autosserviço o que sempre tinham comprado no armazém da esquina. Assim, entrou em ação o departamento de marketing, realizando promoções, reduzindo preços etc, mas as vendas continuaram iguais.
Até que em 1937 alguém enxergou o óbvio. Sylvan Goldman, dono de uma pequena loja de autosserviço de uma rede chamada Piggly Wiggly (existente até hoje), percebeu que o problema não era comprar mais e sim carregar os produtos a mais. Assim, ele pegou uma cadeira de balanço velha, colocou dois cestos, colocou quatro rodas e criou o carrinho de supermercado. Aí sim as vendas aumentaram da noite para o dia.

Eis a oportunidade. Praticamente todos criticam as iniciativas em relação à proibição do uso das sacolinhas, seja pelo preço que não foi reduzido nos produtos, seja porque consideram paliativa a iniciativa, mas a principal delas é que não foram propostas novas alternativas para o transporte das compras.
Criatividade, segundo o Max Gehringer, nada mais é do que a capacidade de um indivíduo de enxergar o óbvio antes de todo mundo. Quem for criativo, chegar primeiro com uma proposta inteligente com certeza se dará bem.Você não odeia isso?
Odeia o que?
Silêncios desconfortáveis. Por quê sentimos a necessidade de tagarelar besteiras para tornar confortável?
Não sei...
É exatamente aí que você sabe que encontrou alguém especial. Quando você pode simplesmente calar a boca por um minuto e dividir o silêncio confortavelmente.