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I’m not sayin’ that I’m a gentleman. I’m sayin’ that I know how to act like a gentleman, in order to get the things I need.
David “Trugoy” Jolicoeur, from De La Soul
If the meek shall inherit the earth and not the weak, let me inherit the street, fuck it…
Kevin “Posdnuos” Mercer, from De La Soul
Sacolinhas plásticas e a criatividade. Uma grande oportunidade

Aqui no estado de São Paulo não se fala em outra coisa: Sacolas Plásticas. Em praticamente todos os jornais há um espaço, ou na TV, pelo menos alguns minutos reservados ao assunto.

E no meio de todo esse falatório me vem a cabeça uma história interessante sobre supermercados.

Até meados da década de 70, aqui no Brasil, o que se tinha mais era os armazéns, onde a dona-de-casa encostava o umbigo no balcão, pedia o que precisava, o dono ia pegando tudo nas prateleiras e anotava no caderninho e o cliente pagava tudo no final do mês. Durante séculos esse foi o sistema básico de comercio.

A partir da década de 30, nos EUA, surgiu o conceito de autosserviço: A novidade era que a dona-de-casa não precisava mais pedir a ninguém, ela mesma pegava o que precisava nas prateleiras e pagava na saída. A ideia era gerar o consumismo, fazendo com que as pessoas comprassem além do que precisavam, a famosa “compra por impulso”.

A ideia era boa, mas durante quase toda a década foi um fracasso. Os clientes continuavam a comprar nas lojas de autosserviço o que sempre tinham comprado no armazém da esquina. Assim, entrou em ação o departamento de marketing, realizando promoções, reduzindo preços etc, mas as vendas continuaram iguais.

Até que em 1937 alguém enxergou o óbvio. Sylvan Goldman, dono de uma pequena loja de autosserviço de uma rede chamada Piggly Wiggly (existente até hoje), percebeu que o problema não era comprar mais e sim carregar os produtos a mais. Assim, ele pegou uma cadeira de balanço velha, colocou dois cestos, colocou quatro rodas e criou o carrinho de supermercado. Aí sim as vendas aumentaram da noite para o dia.

                                                     Carrinhos de compra

Eis a oportunidade. Praticamente todos criticam as iniciativas em relação à proibição do uso das sacolinhas, seja pelo preço que não foi reduzido nos produtos, seja porque consideram paliativa a iniciativa, mas a principal delas é que não foram propostas novas alternativas para o transporte das compras.

Criatividade, segundo o Max Gehringer, nada mais é do que a capacidade de um indivíduo de enxergar o óbvio antes de todo mundo. Quem for criativo, chegar primeiro com uma proposta inteligente com certeza se dará bem. 

A alma do outro é uma floresta escura
Rainer Maria Rilke
Silêncios desconfortáveis
  • Mia:

    Você não odeia isso?

  • Vincent:

    Odeia o que?

  • Mia:

    Silêncios desconfortáveis. Por quê sentimos a necessidade de tagarelar besteiras para tornar confortável?

  • Vincent:

    Não sei...

  • Mia:

    É exatamente aí que você sabe que encontrou alguém especial. Quando você pode simplesmente calar a boca por um minuto e dividir o silêncio confortavelmente.

  • <Personagens de Uma Thurman e John Travolta, conversando em um restaurante, em Pulp Fiction>

O coração tem razões que a própria razão desconhece
Blaise Pascal
Não há amor eros quando apenas um ultrapassa a margem do rio. O banho não é solitário. E não é inteligente jogar água em quem não quer se molhar. A distância é longa, e por mais que um esteja enxaguado e se aproxime, a contragosto do outro, a água será um incômodo, não alívio. Sensação desagradável. Os pingos servirão para afastar ainda mais quem não quer. Porque quem quer há de entrar nas águas abundantes de uma cachoeira cristalina. Sem esconderijos. Aí, sim. O milagre do encontro acontece, e os dizeres ganharão outro significado. Mas será recíproco. Nem que seja provisório. É o conhecimento da nova vida com suas saliências e reentrâncias, com seus sabores e estranhamentos. Mas vão os dois. Não um implorando ao outro.
Gabriel Chalita
Eu acho que a televisão é muito educativa… Toda vez que alguém liga o aparelho vou para uma outra sala e leio um livro.
Groucho Marx